Predadores usaram YouTube como ‘montra’ para crianças vítimas de abusos

Caso e revelado numa investigação do The Times.

Há predadores sexuais a usar a plataforma YouTube como uma espécie de ‘montra’. Ali partilham pequenos vídeos que mostram crianças, uma prática que antecede a troca de material mais obscena.

A história é contada numa investigação do britânico The Times que refere o caso de um youtuber em particular, brasileiro, que só em dezembro terá publicado dezenas de vídeos de menores.

Nos vídeos – quase todos de cerca de 10 segundos, explica o mesmo jornal – surgiam crianças simplesmente em silêncio ou a dançar. Em cada vídeo surgia um email de contacto do pedófilo. Quando o repórter do The Times o contactou de forma anónima, este youtuber admitiu ter 315 ‘gigas’ de material com crianças “nuas”.

O algoritmo do YouTube chegou a incluir a página deste youtuber entre os canais recomendados, revela ainda a mesma publicação. E nas ligações recomendadas terá sido sugerida pelo algoritmo a página de um outro predador que tinha vídeos de crianças e que se oferecia para trocar “material explícito” através do Telegram, uma aplicação encriptada.

As duas páginas de youtubers descobertas e expostas pelo The Times já foram entretanto sinalizadas pelo YouTube, que por sua vez reencaminhou para a unidade norte-americana dedicada a casos de crianças desaparecidas.