Morreu de cancro 23 dias depois de ganhar a lotaria em Nova Iorque

Um norte-americano de 51 anos morreu de cancro 23 dias depois de ganhar um milhão de dólares na lotaria instantânea, em Nova Iorque.

Donald Savastano entrou no ano com sorte. A 3 de janeiro comprou uma raspadinha da “Merry Millionaire” (Milionário Feliz) em Nova Iorque, nos EUA, e acertou no “jackpot”: um milhão de dólares (cerca de 800 mil euros).

Donald fez planos modestos para o dinheiro. “Provavelmente vou comprar uma carrinha nova e fazer umas férias”, disse quando recebeu o prémio. “Isto pode mudar as nossas vidas”, acrescentou.

Carpinteiro a trabalhar por conta própria, eufemismo para desempregado a tentar desenrascar-se após anos a trabalhar numa grande empresa, Donald não ganhava o suficiente para ter seguro. Não tinha acesso a cuidados de saúde que pudesse pagar.

“Não se sentia bem há algum tempo. Acredito que foi ao médico depois de ganhar a lotaria”, disse Danielle Scott, empregada na loja em que Donald comprou a raspadinha, em declarações à ABC.

Assim fez, mas as notícias não foram boas. “Um amigo dele veio à loja e contou-me que Donald estava bastante doente, que tinha cancro no cérebro e nos pulmões. Estava no hospital mas não iria sobreviver”, contou Danielle.

“Tinha esperança que o dinheiro lhe salvasse a vida”, desabafou a jovem. Foi demasiado tarde para Donald, descrito pela família como “uma pessoa que estava sempre pronta a ajudar os outros”.

No obituário, publicado online, lê-se, ainda, que Donald, o carpinteiro sem dinheiro para o seguro, “era conhecido pela grande qualidade e perfeccionismo” do trabalho que desenvolvia.

Donald era um dos cerca de 12% de americanos sem acesso a cuidados de saúde por falta de dinheiro. Um número que aumentou no primeiro ano de presidência de Donald Trump. Agora, são cerca de 37 milhões os americanos sem proteção na doença.