António Raminhos não troca Mafra por Lisboa

A calma do campo agrada a António Raminhos, que há sete anos encontrou casa numa aldeia, em Mafra, e já não se vê a sair de lá. O humorista está ligado a Lisboa, devido aos projetos profissionais, mas divide-se, sobretudo, entre as vilas de Mafra e Ericeira. Quando passa muito tempo em casa, chega a sentir-se de férias: além de estar perto do mar, há conversa, “as pessoas falam umas com as outras”.

“As minhas vizinhas têm a minha chave de casa e já me aconteceu deixar a chave no carro”, conta Raminhos. Socorrem-no caso se esqueça da chave e, na sua ausência, podem receber as suas encomendas com a mesma naturalidade com que ele lhes empresta o robô de cozinha.

“Mafra é o sítio ideal para se viver, porque está suficientemente perto de Lisboa para se fazer vida em Lisboa e suficientemente longe para não se tornar num dormitório”, resume. Percorre-se “alguns quilómetros” entre uma e outra, mas “o que se gasta na estrada compensa”: em Mafra, a alimentação “é mais barata” e há “qualidade de vida”. Isso vê-se em coisas simples, como lembrar-se de que tem de ir renovar o documento de identificação e fazê-lo em dez minutos.

Entre os sítios a visitar está o Convento de Mafra, um “dos monumentos mais bem preservados e mais interessantes” que conhece. E, noutro campo, as pastelarias: desde a Polo Norte (“tem dos melhores pastéis de nata”), até à 7 Momentos (as bolas de Berlim são “maravilhosas”), passando pela Saloia, na Ericeira, onde vai pelos croissants e merendas. Há ainda os restaurantes, como o João da Vila Velha, em Mafra, a marisqueira Brisa ou o Pizzamobile, estes já na Ericeira.

Mafra também é sinónimo de natureza, de surf e de animação por conta das festas nas terras, ao fim de semana: “Começam em maio e só acabam lá para outubro”.